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Imagens saltavam aos olhos por toda a parte nos corredores da Ceatec, maior feira de tecnologia do Oriente, realizada em outubro, em Chiba, no Japão. O efeito 3D foi a estrela do evento e aparecia em telas de todos os tamanhos, desde painéis gigantes a televisores portáteis. De modo geral, exigiam óculos especiais, mas já há modelos em que o 3D pode ser apreciado sem óculos. A preocupação com a sustentabilidade também marcou presença, com a demonstração de produtos eletrônicos que economizam energia. E a feira, que reuniu cerca de 600 empresas, abriu ainda uma janela para o futuro, mostrando robô s cada vez mais habilidosos. Antes envolto por limitações técnicas, o efeito 3D parece estar florescendo: telas gigantes, telas pequenas, efeitos sem óculos e captação quase que caseira do efeito. Na super feira japonesa de tecnologia Ceatec, os painéis maiores de 3D ficaram por conta de Sony, Panasonic e Mitsubishi.Â
A primeira levou para a feira o telão gigante que havia demonstrado no Japão durante jogos da Copa do Mundo. Com 21,7x4,8 metros, a tela iluminada por LEDs tinha perfeita definição de cores e ótimo contraste, apesar das dimensões.Â
Já a Panasonic demonstrou um painel de plasma de 152 polegadas com qualidade semelhante. Para ver nele o efeito 3D, é preciso usar óculos especiais.
A Mitsubishi apresentou uma TV 3D de 75 polegadas a laser. Segundo um representante da empresa, o uso do laser para obter a imagem possibilita a obtenção de cores mais puras. A TV não pareceu um passo a frente quando comparada a aparelhos de LED ou plasma. As cores eram tão boas quanto as de outras TVs, e o televisor foi exibido em um ambiente controlado, rodeado por telas pretas e com iluminação limitada. Ficou a dúvida sobre se os efeitos seriam tão bem visualizados em um ambiente com iluminação comum.
Filmadoras:
Ainda no quesito imagens gigantes, um projetor da marca Hitachi surpreendeu com a formação de imagens de 160 polegadas. Praticamente um cinema em casa em 3D - o efeito também precisa dos óculos. Segundo a Hitachi, o projetor já está à venda no Japão, mas a função 3D ainda não. Sem óculos A Hitachi também mostrou pequenas telinhas de TFT que mostravam o efeito 3D sem óculos ou tentavam fazer isso. Os peque nos painéis de três e 4,5 polegadas trazem um bom efeito, mas o usuário não pode fazer movimentos bruscos ou perde o melhor ângulo de visão.Â
A Sharp apresentou telinhas 3D de qualidade superior, que, ainda assim, só poderiam ser vistas a alguns centÃmetros de distância ou o efeito não trazia seu melhor resultado.Â
Brasil Em breve, os brasileiros poderão captar imagens em 3D com uma filmadora demonstrada na Ceatec, a SDT750, deve chegar ao mercado brasileiro ainda este ano por cerca de R$ 6.000. A filmadora compacta funciona com uma lente 3D acoplada, o que a torna um pouco mais pesada. Um problema é que ainda não é possÃvel dar zoom no modo 3D. 
As câmeras semiprofissionais da Panasonic também poderão captar 3D. Ainda sem previsão de chegar ao Brasil, a Lumix GH2 é compatÃvel com lentes 3D anunciadas pela Panasonic. Elas podem ser acopladas ao corpo da câmera. Sistema da Toshiba não exige óculos Era uma questão de tempo para que o efeito 3D começasse a dispensar o uso dos desconfortáveis óculos. Ao que parece, a Toshiba conseguiu o feito e acabou se tornando um dos destaques da Ceatec: a fila para ver a rápida demonstração durava mais que 30 minutos.Â
Foram exibidos dois modelos de TVs 3D sem óculos, um de 12 polegadas e outro de 20 - eles estarão à venda no Japão em dezembro. A tela de 12 polegadas, por exemplo, deve sair por algo em torno de 120 mil ienes (cerca de R$ 2.436). A empresa também mostrou um protótipo de 56 polegadas, ainda sem data de lançamento. A demonstração foi feita em um ambiente totalmente controlado, mas o efeito final foi bastante bom. As imagens eram exibidas em camadas que pareciam se soltar da tela. A empresa parece ter conseguido a próxima etapa é chegar à produção em série de telas maiores. Segundo a Toshiba, o efeito é obtido pela junção de um sistema de imagens e uma camada perpendicular lenticular composta por lentes que transmitem as imagens em um plano horizontal. Esses dois fatores são combinados com a tecnologia de processamento de imagens da Toshiba e formam-se nove imagens paralelas a partir do conteúdo original. Ainda segundo a empresa, o painel de LCD com backlight LED exibe quatro vezes o número de pixels de um painel padrão de Full HD.
Em 2011, TVs com 3D chegarão a 8% do mercado de TV japonês O mercado de 3D cresce a passos largos no Japão. Em 2011, a fatia do mercado de TVs com o efeito deve chegar a 8% do mercado total, segundo Yuko Sugahara, representante da Toshiba. "O 3D está bem presente no mercado japonês. Atualmente, a penetração é de 3% no mercado doméstico, mas, em 2011, deve chegar a 8% (cerca de 1 milhão de unidades)", explicou Sugahara, que conta que, desde 2009, a Toshiba já estuda o desenvolvimento de uma TV 3D sem o uso dos óculos. Ainda de acordo com a representante da empresa, no próximo ano o mercado mundial de TVs 3D deve atingir 8 milhões de unidades.
Nos corredores da feira, os produtos 3D disputaram espaço com os "verdes" o tema da Ceatec deste ano foi relacionado à produção de aparelhos eletrônicos e um estilo de vida mais sustentável. As TVs, projetores e câmeras ganharam grande atenção. Mostraram-se, entre outros, previsões para o futuro da tecnologia 3D. Entre os planos feitos pela Panasonic, por exemplo,estavam um sistema de comunicação que usa televisões e câmeras compactas 3D e o uso do sistema na medicina. Aparelho da LG está à venda no paÃs e custa mais de R$ 6.000.Â
Notebooks e câmeras fotográficas:
Empenhada e m convencer os consumidores a embarcar no 3D, a indústria de eletrônicos começa a investir em outra frente além dos televisores: os notebooks. Um deles, já à venda no Brasil, é o R590 3D, da LG. Como costuma ser praxe entre produtos novidadeiros, o laptop é caro: custa R$ 6.499. Para ver imagens saltitando da tela de 15,6 polegadas, ainda são necessários os indefectÃveis óculos especiais - dois pares vêm com o R590. Além do preço alto e do pequeno sacrifÃcio de ter que usar os óculos especiais, os entusiastas de primeira hora do 3D vão se deparar com um terceiro problema: a falta de conteúdo especÃfico. O R590 vem com uma pequena coleção demonstrativa de vÃdeos curtos e fotografias tridimensionais, e indica o site www.yabazam.com para baixar outras poucas galerias de foto e vÃdeos 3D (alguns pagos). Outra fonte, ainda escassa, de conteúdo tridimensional para o R590 são filmes em Blu-ray. As fotografias 3D de demonstração inclusas são bonitas e causam impacto, mas, se o dono de um R590 quiser ver sua famÃlia em três dimensões, por exemplo, terá que fotografá-la com uma das raras câmeras 3D hoje disponÃveis, como a FinePix Real 3D W1, da Fujifilm. Entre os potenciais interessados pelas habilidades tridimensionais do R590, os gamers estão mais bem servidos do que os cinéfilos e os amantes da fotografia.
O laptop adota a plataforma 3D Vision, da Nvidia, que converte dezenas de jogos para o formato tridimensional automaticamente. Em seu site, a Nvidia mantém uma longa lista de jogos compatÃveis ou não com o sistema (bit.ly/jogosnvidia3d).
Sharp 1 - A Sharp mostrou um protótipo de câmera de celular que faz imagens em 3D. Elas tinham pouca qualidade, mas estavam com o efeito quando vistas com os óculos 3D.
Sharp 2 - A empresa adicionou o amarelo à sequência RGB (vermelho, verde e azul), matriz usada na criação de cores em TV. A tecnologia foi incorporada às TVs recentes da marca.
Reportagem: Amanda Demétrio – Revista Amirt (Associação Mineira de Rádio e Televisão - 163 set/out – 2010.Â
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