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Osteoporose: Mais em Homens ou Mulheres
Qui, 29 de Setembro de 2011 09:27

Quem apresenta mais  fatores de riscos para desenvolver a osteoporose: homens ou mulheres?

 
O gênero constitui-se num importante fator de risco para o desenvolvimento da osteoporose. Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de adultos têm osteoporose e outros 34 milhões têm baixa densidade óssea, o que os coloca em risco de desenvolver a doença. De acordo com um relatório do escritório do Surgeon General's office, em 2020, metade dos americanos, acima de 50 anos, poderá estar em risco de desenvolver a doença. Por lá, 70% das pessoas com osteoporose são mulheres.

O Brasil tem cerca de 10 milhões de pessoas com a doença, a maioria destes doentes também é formada por mulheres. Por aqui, os levantamentos apontam que 20% dos brasileiros correm o risco de desenvolver a osteoporose nos próximos anos.  “Quando levamos em conta apenas o gênero, os homens levam uma vantagem em relação à osteoporose: contam com uma maior densidade óssea e perdem cálcio em um ritmo mais lento do que as mulheres, razão pela qual o seu risco aparente para a doença é menor. No entanto, é preciso ser vigilante e saber que os homens mais idosos apresentam riscos reais para a osteoporose”, alerta o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, que dirige o Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

Nas mulheres, eventos associados com deficiências de estrogênio são os principais fatores de risco para a osteoporose. Dentre estes eventos, destacam-se:
·       A menopausa: cerca de 5 anos após a menopausa, o risco de fratura aumenta dramaticamente. As fraturas no pulso ou na coluna são as mais prováveis ​​de ocorrer neste período. Sua ocorrência é um forte preditor de osteoporose, futuramente, que pode levar a graves fraturas de quadril;
·       A remoção cirúrgica dos ovários;
·       Nunca ter dado à luz;
·       Anorexia nervosa: o peso corporal extremamente baixo pode afetar a produção de estrogênio.

“Nos homens, baixos níveis de testosterona aumentam o risco de osteoporose. Certas condições médicas (hipogonadismo) e tratamentos (câncer de próstata com privação de andrógenos) podem causar deficiência de testosterona”, explica o reumatologista.

Sérgio Lanzotti destaca que além do gênero, a idade avançada – o envelhecimento provoca um desgaste natural nos ossos  – e a etnia  – todos os grupos étnicos são suscetíveis a desenvolver osteoporose, no entanto, caucasianos e asiáticos apresentam um risco comparativamente maior – também são fatores de risco fixos para a doença. “A história familiar pesa muito também: pessoas cujos pais apresentam um histórico de fraturas podem ser mais propensas a ter fraturas”, diz o diretor do Iredo.

Fatores de risco em crianças e adolescentes:

A densidade máxima óssea, alcançada durante os primeiros anos de crescimento, é um fator importante para sabermos se uma pessoa poderá desenvolver osteoporose. Pessoas, geralmente mulheres, que nunca desenvolvem o pico de massa óssea no início da vida estão em alto risco de desenvolver osteoporose mais tarde.
Segundo Sérgio Bontempi Lanzotti, algumas crianças apresentam mais propensão de não alcançarem o pico de desenvolvimento ósseo. Neste grupo encaixam-se:
·       Os prematuros;
·       Os que têm anorexia nervosa;
·       O que apresentam puberdade tardia ou ausência anormal de períodos menstruais.

“Embora em grande parte a genética possa ‘prever’ a nossa saúde óssea, exercícios e boa alimentação, durante as três primeiras décadas de vida - quando o pico de massa óssea é atingido - ainda são excelentes salvaguardas contra a osteoporose e outros inúmeros problemas de saúde”, defende o médico.

fonte: Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.