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Saúde
Bactérias nocivas podem sobreviver em casa por até 48h
Sáb, 08 de Outubro de 2011 12:52

Panos de prato e de limpeza, tábuas de carne de madeira, potes de plástico e facas de aço inoxidável podem esconder bactérias nocivas à saúde. Estudos revelam que microrganismos como Campylobacter jejuni, Escherichia coli e Salmonella Senftenberg, responsáveis por intoxicação alimentar, Listeria monocytogenes, que pode causar sintomas gripais, ou graves doenças em bebês recém-nascidos e Staphylococcus aureus, que pode gerar infecção urinária e pneumonia, podem sobreviver por até 48 horas dentro de casa.

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Osteoporose: Mais em Homens ou Mulheres
Qui, 29 de Setembro de 2011 09:27

Quem apresenta mais  fatores de riscos para desenvolver a osteoporose: homens ou mulheres?

 
O gênero constitui-se num importante fator de risco para o desenvolvimento da osteoporose. Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de adultos têm osteoporose e outros 34 milhões têm baixa densidade óssea, o que os coloca em risco de desenvolver a doença. De acordo com um relatório do escritório do Surgeon General's office, em 2020, metade dos americanos, acima de 50 anos, poderá estar em risco de desenvolver a doença. Por lá, 70% das pessoas com osteoporose são mulheres.

O Brasil tem cerca de 10 milhões de pessoas com a doença, a maioria destes doentes também é formada por mulheres. Por aqui, os levantamentos apontam que 20% dos brasileiros correm o risco de desenvolver a osteoporose nos próximos anos.  “Quando levamos em conta apenas o gênero, os homens levam uma vantagem em relação à osteoporose: contam com uma maior densidade óssea e perdem cálcio em um ritmo mais lento do que as mulheres, razão pela qual o seu risco aparente para a doença é menor. No entanto, é preciso ser vigilante e saber que os homens mais idosos apresentam riscos reais para a osteoporose”, alerta o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, que dirige o Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

Nas mulheres, eventos associados com deficiências de estrogênio são os principais fatores de risco para a osteoporose. Dentre estes eventos, destacam-se:
·       A menopausa: cerca de 5 anos após a menopausa, o risco de fratura aumenta dramaticamente. As fraturas no pulso ou na coluna são as mais prováveis ​​de ocorrer neste período. Sua ocorrência é um forte preditor de osteoporose, futuramente, que pode levar a graves fraturas de quadril;
·       A remoção cirúrgica dos ovários;
·       Nunca ter dado à luz;
·       Anorexia nervosa: o peso corporal extremamente baixo pode afetar a produção de estrogênio.

“Nos homens, baixos níveis de testosterona aumentam o risco de osteoporose. Certas condições médicas (hipogonadismo) e tratamentos (câncer de próstata com privação de andrógenos) podem causar deficiência de testosterona”, explica o reumatologista.

Sérgio Lanzotti destaca que além do gênero, a idade avançada – o envelhecimento provoca um desgaste natural nos ossos  – e a etnia  – todos os grupos étnicos são suscetíveis a desenvolver osteoporose, no entanto, caucasianos e asiáticos apresentam um risco comparativamente maior – também são fatores de risco fixos para a doença. “A história familiar pesa muito também: pessoas cujos pais apresentam um histórico de fraturas podem ser mais propensas a ter fraturas”, diz o diretor do Iredo.

Fatores de risco em crianças e adolescentes:

A densidade máxima óssea, alcançada durante os primeiros anos de crescimento, é um fator importante para sabermos se uma pessoa poderá desenvolver osteoporose. Pessoas, geralmente mulheres, que nunca desenvolvem o pico de massa óssea no início da vida estão em alto risco de desenvolver osteoporose mais tarde.
Segundo Sérgio Bontempi Lanzotti, algumas crianças apresentam mais propensão de não alcançarem o pico de desenvolvimento ósseo. Neste grupo encaixam-se:
·       Os prematuros;
·       Os que têm anorexia nervosa;
·       O que apresentam puberdade tardia ou ausência anormal de períodos menstruais.

“Embora em grande parte a genética possa ‘prever’ a nossa saúde óssea, exercícios e boa alimentação, durante as três primeiras décadas de vida - quando o pico de massa óssea é atingido - ainda são excelentes salvaguardas contra a osteoporose e outros inúmeros problemas de saúde”, defende o médico.

fonte: Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

 
Visão também precisa de check-up
Ter, 08 de Fevereiro de 2011 23:15

  
A saúde ocular segue uma linha do tempo como a vida. Em cada fase do desenvolvimento mudam os pontos de atenção que o oftalmologista deve observar nos exames de rotina.

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1,5 milhões de brasileiros sofrem de perda auditiva causada pelo som alto dos mp3
Seg, 15 de Novembro de 2010 20:45

Cerca de 20% da população sofre com problemas de zumbido. No Brasil, isso significa algo em torno de 30 milhões de pessoas. Entre as principais causas que contribuem para o aumento deste número está o volume alto dos mp3 players. Segundo dados da OMS, pelo menos 5% foram causados pelo mau uso destes aparelhos.

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Doença no fígado não relacionada ao álcool
Dom, 24 de Outubro de 2010 21:17

A esteatose ocorre devido à falha no metabolismo da gordura no organismo, que se acumula no fígado. A gordura produz inflamação e sua evolução pode causar fibrose, necrose, evoluir para a cirrose com insuficiência hepática e para o câncer. Desafio é descobrir a doença, já que é assintomática

Fatos relevantes:

- 3% dos pacientes com esteatose hepática evoluem para a cirrose. Dos pacientes com esteato-hepatite (inflamação no fígado), 8% chegam à cirrose. A cirrose pode levar a insuficiência hepática e requerer um transplante do órgão;

- a detecção da esteatose acontece em exames de rotina. Uma vez comprovada a presença da gordura no fígado, é preciso promover mudança no estilo de vida: dieta equilibrada, atividades físicas e a investigação do distúrbio metabólico que alterou o metabolismo de gordura, evitando sua evolução;

- 48% dos portadores de Hepatite C têm esteatose. Pacientes transplantados apresentam reincidência de cirrose em 60% e 30% voltam a ter esteato-hepatite (inflamação), portanto devem ter acompanhamento e cuidados redobrados.

Tags: esteatose hepática, esteato-hepatite, cirrose hepática, carcinoma no fígado, transplante

São Paulo, julho de 2010 - Cirrose hepática é uma complicação própria de quem usa e abusa de bebidas alcoólicas. Certo? Sim, mas isso não revela tudo sobre a doença. Há cerca de cinco anos, os médicos começaram a se preocupar com outro tipo de problema muito semelhante que pode levar à cirrose, insuficiência hepática e até ao câncer de fígado: a Esteatose Hepática. Estima-se que 3% da população mundial seja portadora desta nova doença, ou seja, aproximadamente 180 milhões de pessoas. No Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em 2007 e 2008, foram diagnosticados 45 casos de cirrose e 28 casos de neoplasia maligna do fígado.

Assintomática, a esteatose nada mais é do que uma doença que leva ao acúmulo de gordura no fígado não relacionado ao consumo de álcool que, se não diagnosticada, pode levar a inflamações (esteato-heapatite), fibrose do tecido, necrose, chegar a cirrose hepática, insuficiência renal e até mesmo ao carcinoma ou câncer no órgão que é fundamental para a vida humana, pois é responsável pela produção proteína, fator de coagulação, hormônios, metabolismo dos hormônios etc. Isso leva a uma situação que incompatível com a vida.

De acordo com a hepatologista do Hospital 9 de Julho, Dra. Maria de Lourdes Lopes Capacci, até pouco tempo atrás a esteatose não era levada em consideração pelos médicos, pois não se conhecia seu potencial evolutivo. E nem suas causas, que estão relacionados a vários fatores conjuntos, alguns característicos da vida moderna como alimentação desequilibrada, obesidade e sedentarismo.

Entre os portadores da esteatose, mais de 70% são obesos, mais de 75% são diabéticos e 20 a 80% dos pacientes têm dislipidemia (aumento dos lipídios, colesterol total, triglicerídeos). Apesar de ter a obesidade com uma das causas, a esteatose é uma doença metabólica e pode acometer inclusive crianças e pessoas aparentemente magras (com IMC-Índice de Massa Corpórea normal).
Um dos fatores principais da esteatose é a resistência à insulina, pois faz o fígado captar mais gordura e reduz a metabolização da gordura no corpo todo, deixando-a acumulada. Além disso, promove a lipogênese hepática, ou seja, além de acumular, o fígado passa a produzir mais gordura. Tudo isso serve como substrato para o estresse oxidativo, que é o mecanismo que promove lesão nas células. "Hoje se sabe que um tecido gorduroso é capaz de provocar inflamação e a descoberta desse mecanismo é recente", comenta a Dra. Maria de Lourdes.

Fatores de risco da esteatose - Há alguns casos em que se deve suspeitar de esteatose hepática. Uma delas é na síndrome metabólica, caracterizada por vários problemas que ocorrem ao mesmo tempo: obesidade, diabetes tipo 2 e dislipidemia (colesterol e triglicérides alterados). Pessoas que usam algumas drogas como os corticóides, por exemplo, ou que passam por quimioterapia, têm a função hepática alterada e podem desenvolver a doença. Há ainda causas genéticas como a lipodistrofia, assim como maior risco em pessoas que trabalham com os derivados do petróleo.

A doença está associada ainda ao vírus da Hepatite C, de modo que 48% dos pacientes portadores da doença têm esteatose. Por fim, as cirurgias bariátricas (by-pass ou gastroplastia), indicadas para a perda de peso necessitam de acompanhamento para que a perda seja gradual, senão podem sobrecarregar o fígado, prejudicando o tecido do órgão e produzir inflamação. O ideal é que a pessoa perca 10% do peso ao logo de seis meses.

Geralmente, os grandes parceiros dos hepatologistas no diagnóstico da esteatose são endocrinologistas e cardiologistas, pois são os que tratam de hipertensos, diabéticos e obesos, com risco aumentado para a esteatose. A detecção ocorre geralmente em exames de rotinas, como os check ups. Uma vez detectado o acúmulo de gordura no fígado é preciso agir. Se o médico não se sentir preparado, pode encaminhar para um especialista.

Uma vez diagnosticada a esteatose, o que fazer? - A principal medida é promover a mudança no estilo de vida, com controles das condições associadas (diabetes, obesidade, pressão alta, gordura elevada no sangue). É importante também investigar se o paciente está tomando algum medicamento que influencie, se fez quimioterapia ou passou por uma cirurgia bariátrica. "Quando não é possível fazer esse controle, com perda de peso, o médico pode até mesmo recomendar uma cirurgia bariátrica", comenta. Em último caso, se o paciente já apresenta uma lesão muito avançada, há indicação para o transplante hepático.

A recomendação é evitar o sedentarismo, a dieta muito gordurosa, fazer atividade física para que, além de perder peso, o paciente aumente a massa magra, como os músculos, por exemplo. Em termos de atividade física, o ideal é fazer atividades aeróbicas pelo menos três vezes por semana, de 20 a 30 minutos, segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde - OMS.

A dieta precisa ser pobre em refinados e açúcares e rica em fibras deve ser adequada de acordo com o perfil metabólico do paciente (se possui glicemia alta, ou se é hiperlipidêmico, por exemplo, a dieta deve ser específica). A redução de peso ideal é de um a dois quilos por mês, ou 10% do peso total no decorrer de seis meses. "O emagrecimento rápido pode promover piora histológica (do tecido), com o agravamento da inflamação", explica.

Como tudo o que se faz em termos de mudança de hábito, é difícil fazer o paciente manter a aderência. Segundo a Dra. Maria de Lourdes, em apenas cerca de 1/3 dos pacientes é possível conseguir algum tipo de resultado. "Muitos casos, os resultados são de curto prazo, o que prejudica o tratamento", comenta.

Pacientes transplantados requerem cuidados redobrados - Outro cuidado é com relação aos pacientes transplantados. Se não houve mudança de estilo de vida, a reincidência da cirrose no fígado transplantado gira em torno de 60% dos casos. "O desenvolvimento de uma doença hepática gordurosa não alcoólica é ainda mais grave em fígados transplantados", alerta a médica. Acredita-se que 30% dos transplantados voltam a ter esteato-hepatite (inflamação) e 12% voltam a evoluir para a cirrose. "Na prática clínica é importante que esses pacientes sejam estudados e acompanhados, com orientações para mudança de comportamento a respeito dos fatores de risco, sempre de forma individualizada", comenta.

Diagrama da evolução da esteatose no fígado

Fígado com esteatose -> fígado inflamado -> hormônios que interligam para causar várias alterações -> formação da fibrose (desorganização com cicatrização do tecido) -> necrose -> cirrose -> presença de tumor (esse processo demora anos para se concretizar, por isso a importância de descobrir a esteatose para evitar sua evolução).

Fonte: Hospital 9 de Julho - Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade e tem focado seus investimentos no atendimento de traumas e na criação de Centros de Especialidades (Oncologia, Dor e Neurocirurgia Funcional, Gastro, Coluna, Rim e Medicina do Exercício e do Esporte).o a importância de descobrir a esteatose para evitar sua evolução).

 
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