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Empréstimos rápidos, que ofertam dinheiro sem comprovação de renda e mesmo com restrição no CPF, em vez de sanarem imprevistos ou tornarem possível uma compra desejada, podem acarretar problemas
Render-se ao crédito para ter a tranqüilidade de resolver a falta de recursos em uma situação inesperada ou não precisar adiar a compra de um bem que traga mais conforto ou segurança é uma alternativa a que grande parte dos brasileiros recorre. A opção pelo empréstimo de curto prazo, entretanto, assim como outras operações financeiras, requer alguns cuidados, para que o consumidor não se torne alvo de armadilhas de golpistas.
Com produtos mais flexíveis e procedimentos menos burocráticos na hora de emprestar, as financeiras conseguem atender a demanda de um público que os bancos não alcançam. Mas as vantagens do crédito descomplicado, muitas vezes, ganham o apelo de anúncios como "crédito sem consulta e comprovação de renda" ou de artimanhas como "crédito aprovado pelo Banco Central" e acabam se tornando um problema aos incautos, vítimas desatentas aos sinais de golpe.
"A concorrência acirrada no mercado de crédito funciona como um estímulo à concessão, mas é um engano pensar que as financeiras não avaliam o risco que estão tomando na hora de emprestar", afirma o economista Marcelo Ferraz, diretor geral da Credipar. "O sistema financeiro no Brasil é bastante desenvolvido e isso favorece a análise na hora de considerar riscos e oferecer crédito", enfatiza.
O consumidor precisa estar atento para não se deixar levar por promessas infundadas. Com o mesmo cuidado, o tomador de crédito deve buscar uma empresa idônea no mercado. "Em situação de emergência e na pressa de obter crédito, as pessoas acabam se deixando lesar, pela desatenção. Os próprios anúncios, às vezes, podem revelar armadilhas".
Além de procurar uma financeira com boa reputação, Ferraz recomenda ao consumidor verificar se a empresa divulga o CNPJ e se tem endereço e telefone fixos. "Para precaver-se, vale acessar o site e consultar essas informações; ligar para os telefones informados no endereço eletrônico, a fim de constatar se existe uma infraestrutura de atendimento do outro lado da linha, também pode prevenir o consumidor de cair em armadilhas", afirma Ferraz. O diretor da Credipar alerta também para o fato de financeiras idôneas não pedirem depósito ou antecipação de qualquer taxa antes do recebimento do empréstimo. Outro cuidado é na hora de enviar os documentos necessários para obtenção do crédito por fax ou e-mail. "O ideal é procurar a financeira ou o lojista pessoalmente e, de preferência, entregar a documentação em mãos", orienta Ferraz. Cuidados na hora de contratar um empréstimo de curto prazo 1 - Avaliar a necessidade do empréstimo e a capacidade de endividamento familiar; 2 – Programar-se para o pagamento; 3 - Procurar uma financeira com boa reputação no mercado ou lojas da confiança do consumidor que tenham este serviço a oferecer; 4 - Verificar se a empresa tem endereço fixo, telefones divulgados, que não celulares; 5 - Verificar se a empresa tem CNPJ; 6 - Fugir de “anúncios-pegadinha” como crédito sem consulta ou crédito aprovado pelo Banco Central; 7 - Fugir de empresas que pedem depósito ou antecipação de taxas antes do recebimento do empréstimo; 8 - Preferencialmente, entregar documentação em mãos, para o lojista ou financeira; 9 - Sendo possível, acessar o site e buscar referências da empresa; 10 - Havendo dúvidas sobre contratar ou não o empréstimo, o melhor é voltar para casa para fazer as contas e comparar as condições de financiamento. Fonte: Credipar
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