Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Prepare sua casa para o inverno
Dom, 24 de Julho de 2011 23:01

 
Na estação mais fria do ano, especialistas da Academia Brasileira de Rinologia ensinam como impedir a proliferação dos ácaros, grandes vilões das crises respiratórias, pois o  inverno desperta os maiores inimigos das alergias respiratórias: vírus, bactérias e uma enorme quantidade de ácaros.

 

Em função das baixas temperaturas e do ar mais seco e poluído, as mucosas respiratórias ficam mais ressecadas e irritadas, o que afeta diretamente o sistema imunológico e aumenta a suscetibilidade do aparecimento de processos alérgicos. De acordo com a Academia Brasileira de Rinologia (ABR), a combinação destes fatores faz com que a incidência de doenças respiratórias no inverno seja 40% maior do que nas outras estações do ano.

Para amenizar o frio, tiramos do armário as blusas, cobertores, cachecóis e tudo mais o que for quentinho. Com isso, no entanto, ficamos mais expostos aos agentes alergênicos, que estão por toda parte nesta época. Isso porque estas peças tão aconchegantes escondem verdadeiros inimigos do nosso lar: os ácaros. "O ácaro é responsável pela grande maioria dos casos de alergias respiratórias. É preciso ficar atento aos focos dentro de casa: lugares com grande concentração de ácaros como os armários, tapetes, cortinas e tudo o que fica muito tempo armazenado, sem ventilação", afirma o Dr. Nilvano Andrade, otorrinolaringologista e presidente da ABR.

De acordo com o especialista, os sintomas mais comuns das doenças do trato respiratório são espirros constantes, tosse seca e falta de ar, coriza, obstrução nasal, ardência nos olhos e dificuldade respiratória. É fundamental, por isso, que se esteja atento ao problema, que já afeta uma em cada sete pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com algumas medidas simples, é possível diminuir a incidência das principais doenças deste período, como os resfriados, gripes, rinossinusites, asmas, faringoamigdalites e manifestações alérgicas. "É importante evitar ambientes com aglomerações, lavar as mãos constantemente, manter-se sempre bem hidratado e evitar o contato com secreções respiratórias de outras pessoas", explica o especialista. O controle do ambiente também é apontado como uma das soluções mais eficazes, e inclui uma ótima higienização de casa, a retirada de bichos de pelúcia, carpetes, tapetes e cortinas, além da forração dos colchões e travesseiros com capas impermeáveis, que mantêm uma barreira entre o corpo e os ácaros que se instalam nestes locais.

O otorrinolaringologista explica que é preciso que as residências estejam sempre preparadas para impedir a proliferação de ácaros, e lista algumas dicas para prevenir a família dos problemas respiratórios:
 
1) Lave os tapetes e blusas antes de utilizá-los;
2) Troque cobertores por edredons;
3) Prefira cortinas sintéticas ou de material que possa ser limpo com pano úmido;
4) Coloque os bichinhos de pelúcia em sacos plásticos;
5) Faça a limpeza de brinquedos e objetos das crianças com água e sabão, pelo menos uma vez por semana. É muito comum que as crianças pequenas levem os brinquedos à boca, facilitando a transmissão de doenças;
6) Utilize purificadores de ar, que contribuem para um ambiente mais saudável.
 
O tratamento das doenças respiratórias é variável e exige cuidados específicos. Nos casos de gripes e resfriados, recomenda-se repouso, alimentação balanceada e ingestão abundante de líquidos. Além disso, analgésicos e antitérmicos podem ser administrados com orientação médica, explicam especialistas. Já no caso de alergias, "manter-se afastado do 'alérgeno' já é suficiente para eliminar o problema. Mas como nem sempre é possível o afastamento total, a alternativa é ministrar medicamentos que reduzam a inflamação e controlem os sintomas", completa o otorrinolaringologista.

Independente dos fatores, respirar bem é essencial para uma boa qualidade de vida. "Quem respira pelo nariz evita diversos problemas e tem uma qualidade de vida muito melhor. A respiração oral, dentre outros prejuízos, afeta o sono, o apetite, a fonação e a função pulmonar", finaliza o presidente da ABR.