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A Existência de Deus - Parte 3
Seg, 30 de Março de 2009 14:08

Muito se fala a respeito de Deus: “Ele (Deus) faz coisas grandiosas, acima do nosso entendimento. Ele diz à neve: ‘Caia sobre a terra’, e à chuva: ‘Seja um forte aguaceiro’ ” (Jô 37.5,6).

Três vezes compara-se a purificação do pecado à neve. Três vezes compara-se a aparência do filho de Deus à neve¹. Mas a maior surpresa foi quando descobri que a palavra hebraica “neve” é composta totalmente de algarismos “três”! embora isso não seja geralmente conhecido, o fato é que tanto os hebreus quanto os gregos, por não ter algarismos, usavam as letras do seu alfabeto como algarismos.

Bastava um olhar casual de um hebreu à palavra sheleg (palavra hebraica para “neve”) para ele perceber que ela poderia ser lida tanto como 333, quanto como “neve”. No hebraico, a primeira letra, que corresponde ao som “SH”, vale 300; a segunda consoante, o “L”, vale 30; e a consoante final, o nosso “G”, vale 3. Somando-as, temos 333, três algarismos três. Curioso não é verdade? Mas por que não esperar exatidão matemática de um livro plenamente inspirado, tão maravilhoso quanto o mundo que Deus criou?

Muito se fala a respeito de Deus: “Ele (Deus) faz coisas grandiosas, acima do nosso entendimento. Ele diz à neve: ‘Caia sobre a terra’, e à chuva: ‘Seja um forte aguaceiro’ ” (Jô 37.5,6). Estou aqui, há dois dias inteiros, empenhado na tentativa de copiar à mão o desenho que Deus fez, a saber, os seis cristais de neve, e fiquei bastante fatigado. E como é fácil para ele fazê-lo! “Ele diz à neve” – e com uma palavra, pronto, está feito. Imagine quantos milhões de cristais de neve caem sobre um hectare de terra durante uma hora; e imagine, se puder, o fato surpreendente de que cada cristal tem sua individualidade própria, um desenho e modelo sem duplicata, nessa ou em qualquer outra tempestade. “Tal conhecimento é maravilhoso  demais  e está além  do meu alcance; é  tão elevado que não o ¹ O número de ocorrência do termo “neve” pode variar de acordo com a versão utilizada por questões de estilo de tradução, sem que se perca o conceito do termo no original (N. do R). Posso atingir” (Sl 139.6). Como pode uma pessoa sensata, diante de tal evidência de desígnios, multiplicados por um sem-número de variedades, duvidar da existência da obra do desenhista, cuja capacidade é imensurável? Um Deus capaz de criar tantas belezas é capaz de tudo, até mesmo de moldar nossas vidas dando-lhes  beleza e simetria.

Qual a conclusão que se tira desse conhecimento universal do bem e do mal? Que há um legislador que idealizou uma norma de conduta para o homem e tornou a natureza humana capaz de compreender esse padrão. A consciência não cria o padrão; ela simplesmente testifica acerca dele, registrando sua conformidade ou não-conformidade. Quem, originariamente, criou esses dois poderosos conceitos do bem e do mal? Deus, o justo legislador! O pecado obscureceu a consciência e quase anulou a lei do ser humano; mas, no monte Sinai, Deus gravou essa lei em pedras para que o homem tivesse a lei perfeita para dirigir sua vida. O fato de que o homem compreende essa lei, como também sente sua responsabilidade para com ela, manifesta a existência de um legislador que criou o homem com tal capacidade.

Qual é a conclusão que podemos tirar do sentimento de responsabilidade? Que o legislador é também um juiz eu recompensa os bons e castiga os maus. Aquele que impôs a lei e por fim defenderá essa lei.

Não somente a natureza moral do homem, mas também todos os aspectos de sua natureza testificam sobre a existência de Deus. Até as religiões mais degradadas demonstram o fato de que o homem tateia, como um cego, à procura de algo por que sua alma anseia. A pessoa que tem fome física busca algo que possa satisfazê-la. Quando o homem tem fome de Deus, ele anseia por Alguém ou Algo que possa satisfazê-lo. A afirmação “minha alma tem sede de Deus” (Sl 42.2) é um argumento a favor da existência de Deus, pois a alma não enganaria o homem com sede daquilo que não existe. É como disse certa vez um estudioso da igreja primitiva: “Para ti nos fizeste, e nosso coração estará inquieto enquanto não encontrar descanso em ti”.

c) O argumento da natureza do homem. O homem dispõe de natureza moral, isto é, sua vida é regulada por conceitos do bem e do mal. Ele reconhece que há um caminho reto de ação, que deve seguir, e um caminho errado, que deve evitar. Esse conhecimento chama-se “consciência”.
Ao fazer o bem, a consciência o aprova; ao fazer o mal, ela o condena. A consciência, quer seja obedecida quer não, fala com autoridade. Butler disse, acerca da consciência: “Se ela tivesse poder na mesma proporção de sua autoridade manifesta, governaria o mundo, isto é, se a consciência tivesse força de pôr em ação o que ordena, ela revolucionaria o mundo”. Mas acontece que o homem é dotado de livre-arbítrio e, portanto, tem poder para desobedecer a essa voz íntima. Mesmo quando mal-orientada e sem esclarecimento, a consciência ainda fala com autoridade e faz o homem
sentir sua responsabilidade. Kant, o grande filósofo alemão, declarou: “Duas coisas me impressionam: o alto céu estrelado e a lei moral em meu interior”.

d) O argumento da história. A marcha dos eventos da história universal fornece evidência de um poder e de uma providência dominantes. Toda a história bíblica foi escrita para revelar Deus na história, isto é, para ilustrar a obra de Deus nos assuntos humanos.

“A história da humanidade, o surgimento e o declínio de nações, como a Babilônia e Roma, mostram que o progresso acompanha o uso das faculdades dadas por Deus e a obediência à sua Lei, e que o declínio nacional e a podridão moral seguem a desobediência” (D.L.Pierson). A.T.Pierson, em seu livro The New Acts of the Apostles) (Os Novos Atos dos Apóstolos) expõe as evidências da prevalente providência de Deus nas missões modernas.

Em especial o modo de Deus tratar com os indivíduos fornece provas de sua presença ativa nos assuntos humanos. Charles Bradlaugh, que foi, por certo tempo, o ateu mais notável na Inglaterra, desafiou para um debate o pastor Charles Hugh Price. O desafio foi aceito, e o pregador, por sua vez, desafiou o ateu da seguinte maneira: Como todos sabemos, Sr. Bradlaugh, que “o homem, embora convencido contra a própria vontade, mantém sempre seu ponto de vista”, e visto que o debate, como ginástica mental que é, provavelmente não converterá ninguém, proponho-lhe que apresentemos algumas evidências concretas da validade das afirmações do cristianismo por meio de homens e mulheres redimidos, pela influência do cristianismo e pela do ateísmo, da vida mundana e vergonhosa. Eu trarei cem desses homens e mulheres, e desafio-o a fazer o mesmo.

Se o Sr. Bradlaugh não puder apresentar cem, contra os meus cem, ficarei satisfeito se trouxer cinqüenta homens e mulheres que se levantem e testifiquem que foram transformados de uma vida vergonhosa pela influência dos seus ensinos ateus. Se não puder apresentar cinqüenta, desafio-o a apresentar vinte pessoas que testifiquem com rostos radiantes, como farão os meus cem, que têm agora uma grande e nova alegria em sua vida mais digna em resultado
dos ensinos ateus. Se não puder apresentar vinte, ficarei satisfeito se apresentar dez. não, Sr. Bradlaugh, desafio-o a trazer um só homem ou uma mulher que dê tal testemunho acerca da influência enobrecedora de seus ensinos ateístas. Meus homens e mulheres redimidos trarão provas irrefutáveis quanto ao poder salvador de Jesus Cristo sobre suas vidas redimidas da escravidão do pecado e da vergonha. Talvez, Sr. Bradlaugh, essa vida seja a verdadeira demonstração da validade das afirmações do cristianismo.

O Sr. Bradlaugh retirou o desafio!

Estudo extraído do livro Conhecendo as doutrinas da Bíblia/Muer Pearlman/Editora Vida.