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A Existência de Deus - Parte 2
Qui, 26 de Março de 2009 14:23

Declarar não ter havido um engenheiro que construiu o relógio e que esse objeto “surgiu por acaso” seria insultar a inteligência e a razão humana. É insensatez presumir que o universo “surgiu por acaso”, ou, em linguagem científica, que surgiu “da confluência fortuita dos átomos”.

b) O argumento do desígnio. O desígnio e a formosura evidenciam-se no universo; mas o desígnio e a formosura implicam um arquiteto; portanto, o universo é a obra de um arquiteto dotado de inteligência e sabedoria suficientes para explicar sua obra. O grande de Estrasburgo tem, além das funções normais de um relógio, uma combinação de luas e planetas que se movem ao longo dos dias e meses com a exatidão dos corpos celestes, com seus grupos de representações que aparecem e desaparecem com regularidade igual ao soar das horas no grande cronômetro.

Declarar não ter havido um engenheiro que construiu o relógio e que esse objeto “surgiu por acaso” seria insultar a inteligência e a razão humana. É insensatez presumir que o universo “surgiu por acaso”, ou, em linguagem científica, que surgiu “da confluência fortuita dos átomos”.

Suponhamos que o livro O peregrino fosse descrito da seguinte maneira: o autor tomou um vagão com tipos de imprensa e, com uma pá, os atirou ao ar. Quando caíram no chão, natural e gradualmente se ajuntaram de maneira a formar a famosa história de Bunyan. O homem mais incrédulo diria: que absurdo! E a mesma coisa dizemos nós a respeito das suposições do ateísmo em relação à criação do universo.

O exame de um relógio revela que ele tem os sinais de desígnio, porque as diversas peças são reunidas com um propósito prévio. Elas são colocadas de tal modo que produzem movimentos, e esses movimentos são regulados de tal maneira que marcam as horas. Disso inferimos duas coisas: primeiramente, que o relógio teve alguém que o fez, e, em segundo lugar, que o seu fabricante compreendeu sua construção e o projetou com o propósito de marcar as horas. Da mesma maneira, observamos o desígnio e a operação de um plano no mundo e, naturalmente, concluímos que houve alguém que o fez e que sabiamente o preparou para o propósito ao qual serve.

O fato de nunca termos observado a fabricação de um relógio não afetaria essas conclusões, mesmo que jamais conhecêssemos um relojoeiro ou que jamais tivéssemos idéia do processo desse trabalho. Igualmente nossa convicção de que o universo teve um arquiteto de forma nenhuma sofre alteração pelo fato de jamais termos observado sua construção ou de nunca termos visto o arquiteto.


Do mesmo modo, nossa conclusão não se alteraria se alguém nos informasse que “o relógio é resultado da operação das leis da mecânica e que é possível explicá-lo pelas propriedades da matéria”. Ainda assim, teremos de considerá-lo uma obra de um hábil relojoeiro que soube aproveitar essas leis da física e suas propriedades para fazer funcionar o relógio. Da mesma forma, quando alguém nos informa que o universo é simplesmente o resultado da operação das leis da natureza, somos constrangidos a perguntar: “Quem projetou, estabeleceu e usou essas leis?”, pois uma lei implica um legislador.

Tomemos como ilustração a vidas dos insetos. Há uma espécie de escaravelho cujo macho tem chifres magníficos, duas vezes mais compridos que o seu corpo; a fêmea não tem chofres. No estágio larval, eles enterram-se a si mesmos na terra e, silenciosamente, esperam na escuridão por sua metamorfose. São sem dúvida meros insetos, sem nenhuma diferença aparente e, no entanto, um deles escava para si um buraco duas vezes mais profundo que o outro. Para quê? Para que haja espaço para os chifres do macho se desenvolverem com perfeição. Por que essas larvas, aparentemente iguais, diferem assim em seus hábitos? Quem ensinou o macho a cavar um buraco duas vezes mais profundo que a fêmea? É o resultado de um processo racional? Não, foi Deus, o Criador, quem pôs naquelas criaturas a percepção instintiva que lhes seria útil.

De onde esse inseto recebeu sua sabedoria? Alguém talvez pense que ele a herdou de seus pais. Mas um cão ensinado, por exemplo, transmite a sua descendência, sua astúcia e agilidade? Não. Mesmo que admitamos que o instinto seja herdado, ainda deparamos com o fato de que alguém eria instruído o primeiro escaravelho chifrudo. A explicação do maravilhoso instinto dos animais acha-se nas palavras do primeiro capítulo de Gênesis: “Disse Deus” – isto é, a vontade de Deus. Quem observa o funcionamento de um relógio sabe que a inteligência não está no relógio, mas sim no relojoeiro. E quem observa o instinto maravilhoso das menores criaturas concluirá que a primeira inteligência não era a delas, mas sim a de seu Criador, e, portanto, existe uma mente que controla os menores detalhes da vida.

O Dr. Whitney, ex-presidente da Sociedade americana e membro da Academia Americana de Artes e Ciências, disse certa vez que “um imã atrai o outro pela vontade de Deus, e ninguém pode dar explicação melhor que essa”. “O que o senhor quer dizer com a ‘vontade de Deus’?”, alguém lhe perguntou. O Dr. Whitney replicou: “Como o Senhor define a luz? (...) Existe a teoria corpuscular, a teoria de ondas e, agora, a teoria do quantum; e nenhuma das teorias passa de uma conjectura dos estudiosos. Com explicações tão boas como essas, podemos dizer que a luz caminha pela  vontade de Deus (...) A vontade de Deus, essa lei que descobrimos sem que a possamos explicar, é a única palavra final”.

A.J.Pace, cartunista do periódico evangélico Sunday School Times, fala de sua entrevista com o já falecido Wilson J. Bentley, perito em microfotografia (fotografia que se vêem através do microscópio). Por mais de um terço de século, esse senhor fotografou cristais de neve. Depois de haver fotografado milhares desses cristais, ele observou três fatos determinantes: primeiro, que não havia dois flocos iguais; segundo: todos tinham um padrão harmonioso e belo; terceiro: todos, invariavelmente, eram hexagonais. Quando inquirido sobre como se explicava essa simetria hexagonal, ele respondeu:

“Decerto ninguém a não ser Deus sabe, mas minha teoria é a seguinte: como é do conhecimento de todos, os cristais de neve são formados de  vapor de água a temperaturas abaixo de zero, e a água se compões de três moléculas, duas de hidrogênio que se combinam com uma de oxigênio.

Cada molécula tem uma carga de eletricidade positiva e outra negativa, cuja tendência é polarizar-se nos lados opostos. O algarismo três, portanto, figura desde o início”.

“Como podemos explicar estes pontinhos tão interessantes, as voltas e as curvas graciosas e estas quinas chanfradas tão delicadamente cinzeladas, todas elas dispostas com perfeita simetria ao redor do ponto central?”, perguntou Pace.

Bentley encolheu os ombros e respondeu: “Somente o artista que os desenhou e os modelou conhece esse processo”.

Sua declaração acerca do “algarismo três que figura  desde o início” fez-me meditar. Não seria o caso, portanto, de o Deus trino que modelou toda a formosura da criação ter rubricado a própria marca da trindade nessas frágeis estrelas de cristal de gelo como que, assina o nome em sua obra-prima? Ao examinar os flocos ao microscópio, vê-se instantaneamente que o princípio básico da estrutura do floco de neve é o hexágono ou a figura de seis lados, o único exemplo em todo o reino da geometria em que o raio do círculo circunscritivo é exatamente igual ao comprimento de cada um dos seis lados do hexágono. Portanto, resultam seis triângulos eqüiláteros reunidos em um núcleo central, em que todos os ângulos são de sessenta graus, a terça parte de toda a área num lado de uma linha reta. Que símbolo sugestivo do deus trino é o triângulo! Aqui temos unidade: um triângulo, formado de três linhas, em que cada parte é indispensável à integridade do conjunto.

A curiosidade impeliu-me agora a examinar as referências bíblicas sobre a palavra “neve” e descobri, com grande prazer, esse mesmo “triângulo” inerente na Bíblia. Por exemplo, há vinte e um (3x7) referências que contém o substantivo “neve” no AT, e três no NT, vinte e quatro, ao todo.

Depois achei três referências que falam da “lepra tão branca como a neve”.
 

 

Continuação Parte 3....

Estudo extraído Livro Conhecendo as Doutrinas da Bíblia/Autor: Myer Pearlman/Editora: Vida