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Renovados (carismáticos), neopentecostais (igrejas da terceira onda) e o pentecostalismo. O início do movimento pentecostal geralmente é datado de 1º de Janeiro de 1901 quando Agnes Ozman, aluna da Escola Bíblica Betel de Charles Parham, em topeka, estado do Kansas, começou a falar em línguas. Parham mudou-se para Houston, e um de seus alunos, William Seymour, um negro, posteriormente veio a ser líder de uma missão na rua Azusa, em Los Angeles, no ano de 1906.
Foi ali que o movimento pentecostal explodiu. A partir da rua Azusa, a mensagem pentecostal, que incluía o falar em línguas como sinal do batismo no Espírito Santo, divulgou-se pelo restante dos Estados Unidos e pelo mundo inteiro (Na realidade, experiências semelhantes já haviam ocorrido em fins do século XIX, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, em lugares bem distantes entre si, tais como a Índia e a Finlândia, embora permanecessem como incidentes isolados).
As igrejas pentecostais formaram denominações como a Igreja de Deus em Cristo, de Charles H. Mason, que cresceu até se tornar a maior denominação pentecostal dos Estados Unidos, com mais de 6,5 milhões de membros. As Assembléias de Deus vieram a ser, mundialmente, a maior denominação pentecostal, com 2,2 milhões de membros nos Estados Unidos, e um total de 22 milhões no mundo inteiro. Outro grupo importante, porém menor, é a Igreja Pentecostal Unida; sua doutrina nega a Trindade e por isso é referida como o pentecostalismo unicista, ou movimento Só Jesus.
As igrejas pentecostais em geral mantiveram-se separadas das demais igrejas (e vice-versa). Elas não desempenharam um papel relevante no desenvolvimento do evangelicalismo, e somente nas últimas décadas do século XX, a erudição séria surgiu e comelou a ser encorajada no meio pentecostal.
O MOVIMENTO CARISMÁTICO
Na década de 1960, as igrejas tradicionais foram tomadas de surpresa pelo movimento carismático, que também surpreendeu as igrejas pentecostais. Alguns membros e pastores dessas denominações começaram a falar em outras línguas, e grupos carismáticos em pouco tempo se tornaram um fenômeno mais ou menos aceitável para a maioria das denominações. Alguns de seus líderes foram Dennis Benett, clérigo episcopal, Lary Christenson, luterano, Harold Bredesen, da Igreja Reforma Holandesa; James Brown, da Igreja Presbiteriana e Michael Harper, da Igreja Anglicana.
Na Igreja Católica Romana, as primeiras manifestações da renovação carismática ocorreram na Universidade Duquesne, e, posteriormente a renovação alcançou a Universidade de Notre Dame, de onde se propagou pela igreja inteira. O Papa Paulo VI deu sua aprovação cautelosa ao movimento, e o partidário de maior força na hierarquia católica foi o cardeal Leo Suenens, da Bélgica.
Existe concordância entre as igrejas carismáticas no tocante às doutrinas principais da fé, havendo uma ênfase adicional à cura. O movimento carismático Palavrada Fé e as denominações adeptas da confissão positiva causam controvérsia com sua ênfase ao bem-estar e à prosperidade pessoais e materiais.
A TERCEIRA ONDA
Em fins da década de 1970 e no começo da década de 1980, surgiu a chamada Terceira Onda. Esse grande movimento acolhe os que não desejam vincular-se aos carismáticos pentecostais. A Terceira Onda enfatiza a obra do Espírito Santo na cura, na expulsão dos demônios, na profecia e nos “sinais e maravilhas”. Seu representante principal é o falecido John Wimber, fundador da Vineyard Christian Fellowship.
Embora os três grupos – pentecostais, carismáticos e a Terceira Onda – difiram demográfica e doutrinariamente entre si, existe uma concordância fundamental quanto à posição e obra do Espírito Santo, embora entendam de modos diferentes a manifestação do Espírito na igreja.
FENÔMENOS RECENTES
GRUPOS PARECLESIÁSTICOS
Depois da Primeira Guerra Mundial, foram formadas organizações eclesiásticas não-denominacionais, especialmente nos Estados Unidos, para lidar com missões e com reformas sociais. Elas multiplicaram-se e proliferaram depois da segunda Guerra mundial, período em que também surgiu o movimento ecumênico. A maioria dessas organizações chamadas, paraeclesiásticas, era evangélica, devido ao fato de os evangélicos e fundamentalistas acharem que o movimento ecumênico era dominado por modernistas que abandonaram as doutrinas fundamentais da fé cristã.
O primeiro desses grupos, a InterVarsity Cristian Fellowship (IVCF), teve seu início na Inglaterra em 1877 (como a União Cristã), mas se propagou para o Canadá na década de 1920 e para os Estados Unidos nas décadas de 1930 e 1940. Sua Student Foreign Missions Fellow – Ship continua patrocinando convenções missionárias na Universidade de Illions, em Urbana, de três em três anos. Essas convenções têm inspirado milhares de universitários e outros a ir para o campo missionário. A IVCF tem a própria editora, a InterVarsity Press.
Outro grupo surgido nessa época foram os Gideões Internacionais (1898), que distribuem milhões de Bíblias em hotéis, motéis e escolas.
Campus Crusade for Christ (Cruzada Estudantil para Cristo) foi organizada por Bill Bright em 1951 na UCLA. Talvez seja mais conhecida pelas suas quatro leis espirituais, um livreto usado há décadas para explicar o evangelho aos não-crentes.
Outras organizações paraeclesiásticas são: youth for Christ, fundada em 1945, Billy Graham foi seu primeiro representante (posteriormente mudou o nome para Campus Life); Young life (1941), visava alcançar os colegiais; os Navigators (fundada durante a Segunda Guerra mundial) que visava alcançar e discipular os marinheiros, mas depois da guerra foi ampliada a fim de alcançar colegiais e trabalhadores adultos (sua editora é a NavPress); Focus on the Family (1977), criada para ajudar as famílias a viver uma vida piedosa na sociedade moderna; Promise Keepers (1990), que ajuda homens a pôr em prática a liderança espiritual na sua família; e muitos outros.
Algumas organizações paraeclesiásticas concentram-se nas questões sociais, como a Evangelicals for Social Action, de Ron Sider, e os Sojourners, de Jim wallis.
Todas elas são independentes, mantém consciência de sua missão e atraem adeptos com antecedentes protestantes, católicos e até mesmo ortodoxos orientais e cristãos de grupos minoritários. Seus ministérios atravessam barreiras raciais, nacionais e denominacionais, e muitos possuem editoras, programas de rádio e TV e empregam a Internet com o propósito de atrair novos membros e ensinar e encorajar os que já existem.
MEGAIGREJAS
Os grupos paraeclesiásticossão em parte responsáveis, pelo surgimento de outro fenômeno do século XX: a megaigreja. Trata-se de igrejas com mais de dois mil membros afiliados ou não a alguma denominação. As megaigrejas tiveram sua origem nos Estados Unidos, mas também são populares nos países da costa do Pacífico, na Ásia oriental, na África e na América Latina. Na realidade, a maior igreja do Evangelho Pleno Yoído, em Seul, Coréia do Sul.
As megaigrejas têm um quadro grande de funcionários e vários pastores, cada um responsável pelas necessidades de um segmento específico de membros, tais como os jovens ou os enfermos. Geralmente, a vida espiritual da igreja depende de grupos pequenos que atendem aos membros mais particularmente. Exemplos nos estados unidos são a Willow Creek community churc, perto de Chicago, e a Chrystal Cathedral, na Califórnia.
EVANGELISMO EM MASSA
Evangelistas tais como George Whitefield pregaram nas colônias americanas a multidões maiores do que se poderia imaginar então, mas foi só com a invenção dos microfones, amplificadores e alto-falantes que se tornaram possíveis os encontros de evangelismo em massa. O nome mais identificado com o evangelismo em massa é o de Billy Graham, que em 1949 fez uma cruzada em Los Angeles, que lhe atraiu a atenção nacional, devido em parte ao apoio inesperado de William Randolph Hearst, que lhe deu toda a cobertura com seus jornais, ordenando: “Façam propaganda de Graham”. Graham aparece no topo (ou bem perto daí) de todas as listas das pessoas mais influentes ou respeitadas, sendo uma das personagens de maior destaque na última metade do século XX, devido à total integridade (só recebe um simples salário) e à sua dedicação inabalável à mensagem da cruz.
Billy Graham recebeu um chamado dramático à pregação quando estava num campo de golfe, em 1938. matriculou-se em seguida na Wheaton college, onde ficou conhecendo Rute, filha de missionários estrangeiros, com quem casou-se. Em 1944, tornou-se evangelista da Youth for Christ, mas em pouco tempo realizava campanhas evangelísticas na Inglaterra. Depois de sua cruzada em Los Angeles, fundou em 1950 a Associação Evangelística Billy Graham, que realiza cruzadas pelo mundo inteiro e tem trazido multidões a Cristo. Assim como muitos outros, ele também fez uso do rádio, da televisão e da imprensa para transmitir sua mensagem. (Até 1964, a Associação Evangelística Billy Graham distribuiu gratuitamente 750 mil exemplares do Manual bíblico de Halley).
O EVANGELHO NA MÍDIA
Os evangélicos têm usado com sucesso a mídia, especialmente o rádio e a televisão. O primeiro programa radiofônico regular e licenciado foi transmitido em 1920 pela estação KDKA, em Pittsburg, Estado da Pensilvânia. Dois anos depois, Paul Rader começou uma transmissão evangelística radiofônica regular em Chicago, e em 1923 R.R. Brown, do Tabernáculo Evangélico de Omaha iniciou uma série de programas. Posteriormente, vários programas obtiveram notável impacto, entre eles Hora do Reavivamento à Moda Antiga de Charles E. Fuller, e a Hora Luterana, de Walter Maier. A hora da decisão, de Billy Graham, começou no rádio e depois passou para a televisão. Outros programas são a Hora da volta a Deus e Aula bíblica pelo rádio.
O potencial da televisão atraiu evangélicos, fundamentalistas, pentecostais e carismáticos. Nomes como Rex Humbard, Oral Roberts, Pat Robertson, Jerry Falwell, Paul e Jan Crouch, Jimmy e Tammy Bakker e Kathryn Kuhlman tornaram-se familiares.
Embora, sem dúvida alguma, Deus tenha alcançado muitas pessoas mediante a mídia, é triste dizer que esses programas nem sempre são uma bênção. Na década de 1930, o programa radiofônico do padre Francisco Coughlin disseminou o ódio racial, o facismo e a anti-semitismo entre o povo, que já sofria da Grande Depressão. Na década de 1980, escândalos envolvendo alguns nomes de destaque na televisão derrubaram seus respectivos impérios.
QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS
Em cada geração, a igreja depara com questões específicas. Na década de 1970, a questão da inerrância bíblica era motivo de muitas controvérsias no evangelicalismo. Na década de 1980, o debate acerca do papel e da posição das mulheres na igreja passou a ocupar, até hoje, lugar de importância. Nas últimas décadas, o envolvimento político tem sido cada vez maior da parte dos cristãos. Em 1976, Jimmy Carter foi o primeiro cristão “nascido de novo” a ser eleito presidente dos Estados unidos.
Uma das questões fundamentais que a igreja terá diante de si nas décadas vindouras será provavelmente a do racismo. À medida que a maioria branca se torna minoria dos Estados Unidos, a igreja, que prega o evangelho da reconciliação com Deus, precisará estar na vanguarda da reconciliação racial. Em anos recentes, as denominações individuais e os grupos paraeclesiásticos – tanto negros quanto brancos – estão tomando medidas que visam à reconciliação racial e fazem disso uma prioridade para o futuro próximo.
Outra questão que o cristianismo tem hoje diante de si é a crescente tendência da sociedade para a “tolerância” – para os que têm estilo de vida “alternativa” para o aborto, para a Nova era e para as práticas espiritualistas. Esse clamor “politicamente correto” parece estar acompanhado por um declínio global dos valores morais. Alguns consideram essa crescente atmosfera anticristã mera fase da história, semelhante aos dias da igreja primitiva. Outros a entendem como sinal de que talvez Cristo volte em breve.
A QUESTÃO MAIS IMPORTANTE
Nos primeiros anos do novo milênio, o melhor que podemos fazer é repensar a questão mais importante que a igreja tem hoje diante de si e terá amanhã, nos dias e anos vindouros. Uma igreja que não entroniza a Bíblia na vida de seus membros está traindo sua missão. A Bíblia e a igreja devem andar de mãos dadas. A igreja existe para proclamar e exaltar o Cristo da Bíblia, e por nenhuma outra razão.
Todo cristão deve ser leitor da Bíblia. É o único hábito que, se praticado com o espírito correto, fará, mais do que qualquer outro bom hábito, com que o cristão se torne o que deve ser, em todos os aspectos.
• Se uma igreja conseguir fazer de todos os seus membros leitores dedicados da Palavra de Deus, ela experimentará uma revolução. • Se as igrejas, na sua totalidade, fizessem de seus membros leitores regulares da Bíblia, não somente experimentariam elas mesmas uma revolução, como também limpariam e purificariam a comunidade à sua volta, de modo irreversível.
* Fonte: Manual Bíblico de Halley Edição revista e ampliada / Nova versão internacional Editora Vida
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